O publicitário Washington Olivetto, levado em dezembro por uma quadrilha disfarçada de policiais federais, foi encontrado sábado à noite pela polícia, num sobrado na zona sul de São Paulo
São Paulo - Depois de 53 dias mantido refém, o publicitário Washington Olivetto, 50, foi encontrado sábado, por volta das 22h40, no segundo andar de um sobrado de classe média na rua Kansas, número 40, no Brooklin Novo (zona sul de São Paulo).
Moradores informaram à polícia que havia uma pessoa gritando no local e pedindo ajuda. Ao entrar na casa, policiais encontraram um homem que se identificou como Olivetto.
Segundo o soldado Gimenez, do 12º BPM, um dos primeiros a chegar no local, Olivetto teria dito ‘‘eu sou sequestrado, graças a Deus vocês me acharam. Eu não vou esquecer’’, disse.
Com o cabelo mais comprido e visivelmente abatido, o publicitário foi levado para um hospital militar e em seguida para casa. Segundo a polícia, ele tinha de se segurar nas paredes para conseguir andar.
O cativeiro, segundo o soldado, havia muitos dicionários em língua estrangeira, muita roupa e comida estocada. ‘‘A casa era vigiada 24 horas por dia’’, disse ele. Havia câmeras espalhadas pelo quarto onde ele estava, além de todo o redor da casa. A sala de controle ficava no quarto ao lado de onde o publicitário estava. Rádios de comunicação interceptavam a presença da polícia. A casa, segundo o mesmo policial, foi alugada a cerca de 70 dias.
Segundo a polícia, o sequestro chegou ao fim após a prisão de parte de um grupo de sequestradores em Serra Negra (150 km de São Paulo). A polícia chegou até os sequestradores após o dono do imóvel ter estranhado o pagamento do aluguel em dólar.
O restante da quadrilha soube da prisão quando tentou contato com celulares do grupo. Durante toda a noite, a polícia tentou localizar os foragidos, sem sucesso. Na madrugada de sexta para sábado, o restante do grupo teria abandonado o cativeiro, deixando as janelas abertas.
Ainda segundo a polícia, o publicitário só começou a pedir socorro mais de 12 horas depois, após ter certeza de que não havia mais movimentação no local.
A polícia ainda não sabe quantas pessoas estão foragidas, mas as buscas continuaram durante toda a madrugada de ontem. Peritos foram ao local para tentar obter mais pistas do grupo.

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