Abuso do álcool é mais prejudicial às mulheres
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de abril de 2007
France Presse 
Washington - O abuso de álcool causa danos ao cérebro e a outros órgãos da mulher mais rapidamente do que nos homens, revelou um estudo que será publicado na edição de maio do jornal ''Alcoholism: Clinical and Experimental Research'' (Alcoolismo: Pesquisa Clínica e Experimental).
As mulheres se tornam alcoólicas mais rapidamente e até mesmo bebendo quantidades menores que os homens, afirmaram os autores do estudo. Os cientistas submeteram 78 homens e 24 mulheres russos de 18 a 40 anos, vítimas de alcoolismo, a uma bateria de testes de suas funções mentais após uma abstinência de quatro semanas, e compararam os resultados com os de um grupo de controle de 68 homens e mulheres saudáveis.
Ao abusarem do álcool, ''as mulheres sofrem efeitos hepáticos, cardíacos e cardiovasculares maiores do que os homens'', afirmou Barbara Flannery, cientista sênior da RTI International e autora correspondente do estudo. ''As alcoólicas, quando comparadas aos alcoólicos, têm um desempenho pior nos testes de memória visual, planejamento espacial, solução de problemas e flexibilidade cognitiva'', acrescentou.
''Os déficits no funcionamento executivo têm um efeito mais difundido na nossa habilidade de funcionar diariamente'', disse Flannery. ''Por exemplo, as dificuldades com a solução de problemas poderiam afetar a habilidade individual de planejar e executar uma estratégia para superar um dilema na vida cotidiana'', explicou.
Depressão - Outro estudo divulgado ontem mostra que a depressão pode ser a causa de diabetes nos idosos. O estudo, realizado anualmente com homens e mulheres acima dos 65 anos em três estados, é o primeiro a estabelecer um vínculo entre a diabetes e sintomas de depressão prolongados.
''A depressão crônica ou a depressão que piora com o passar do tempo podem ser a causa da diabetes em idosos'', explicaram os autores do estudo, da Universidade Northwestern, de Chicago, em um comunicado.
''Isto significa que os médicos precisam levar muito a sério os sintomas de depressão nos mais velhos por causa do efeito que ela tem na probabilidade de virem a desenvolver diabetes'', destacou no comunicado a chefe das pesquisas, Mercedes Carnethon, professora assistente de Medicina Preventiva.


