O Tribunal Especial (TE) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não poderia ter sido mais camarada com o atacante Edmundo e o seu time, o Vasco da Gama. Por 6 votos a 1 o jogador foi absolvido das acusações de agressão ao adversário e ofensas ao árbitro, que provocaram sua expulsão na primeira partida da decisão do campeonato, contra o Palmeiras, domingo passado. Com isso, Edmundo, que poderia ser suspenso por até nove partidas, vai jogar a final, amanhã às 18 horas, no Maracanã.
‘‘Foi uma vitória do futebol e do espetáculo’’, disse o vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda, ao final do julgamento. Na mesma sessão, o TE absolveu o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, que havia sido expulso na mesma partida depois de uma confusão com o zagueiro vascaíno, Válber. Os juizes aplicaram apenas um pena pecuniária para os dois: Scolari terá de pagar multa de R$ 90,00 e Edmundo, uma soma um pouco maior. Multa de R$ 120,00.
Edmundo foi julgado com base em dois artigos do Código Disciplinar Brasileiro: o 310 (agressão ao adversário) e o 235 (ofensas morais ao árbitro). Juntos, os dois artigos prevêem suspensão de até nove jogos. Scolari estava incurso em apenas um artigo: o 228 (vias de fato contra o adversário), que prevê pena de 30 dias a 120 dias de suspensão. Assim como Edmundo, escapou ileso.
O único juiz a pedir uma pena de suspensão para os dois réus foi Mário Alberto Pucheu. Ele votou pela suspensão de 30 dias para Scolari e de seis jogos para Edmundo. Todos os demais optaram pela pena pecuniária ou pela absolvição pura e simples.
O departamento jurídico do Vasco estava de prontidão para a eventualidade de uma condenação de Edmundo. Na hipótese de ser suspenso por mais de dois jogos, os advogados do clube carioca já haviam preparado um recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

mockup