Abrinq reúne empresários contra o trabalho infantil
São Paulo, 17 (AE) - "Comprar é um ato político", defende o gerente de mobilização da Fundação Abrinq, Luis Alberto Vieira, que luta contra a erradicação do trabalho infantil. Ele conta que a fundação, que existe desde 1996, já certificou cerca de 1,5 mil empresas como amigas da criança. Atualmente está alcançando uma nova etapa, onde a grande variedade na oferta de produtos certificados com o selo da entidade permite que o consumidor faça a sua opção levando em consideração a responsabilidade social.
As empresas que recebem o selo comprovam que não utilizam o trabalho infantil e que apóiam a causa da criança com o financianciamento de projetos. Vieira diz que a inclusão de exigências contra o trabalho infantil no contrato com fornecedores ainda não é obrigatória, mas já há várias empresas agindo dessa maneira. "Não adianta mais só atender bem e oferecer produtos de qualidade para fidelizar o cliente, as pessoas querem mais, e buscam identificar nas empresas o exercício da responsabilidade social", diz Luis.
Ele identifica que o interesse dos empresários pela questão cresceu "absurdamente" nos últimos dois anos e vincula essa tendência, em grande parte, à saturação da população com as injustiças sociais, despertada pela proximidade cada vez maior da violência. O vice-presidente do Ethos diz que a fundação não tem intenção de criar um selo como o da Abrinq, pelo menos em um horizonte próximo. Mas revela um acordo, pelo qual o Ethos criará indicadores de avaliação para as empresas que serão classificadas e incluidas em um ranking dos 50 melhores locais para se trabalhar.





