Ana Carolina Sacoman
Dois projetos para ampliar a Região Metropolitana de Maringá de oito para 22 municípios estão sendo discutidos por lideranças políticas. Os deputados estaduais Divanir Braz Palma (PPB) e Ricardo Maia (PSB), autores das propostas semelhantes, alegam que as cidades envolvidas têm muito a ganhar com a mudança. ‘‘Nós que estamos longe das decisões da capital devemos nos unir’’, acredita Palma.
A justificativa para a inclusão de outras cidades na já polêmica região metropolitana é que, dessa forma, o transporte coletivo para esses municípios seria caracterizado como metropolitano, o que possibilitaria o embarque e desembarque de passageiros no antigo terminal rodoviário de Maringá e a manutenção das atuais tarifas, mais baixas.
O prefeito de Maringá, Jairo Gianoto (PSDB), acredita que essa decisão deve ser pesada entre todas as cidades e não pode ser decidida por alguns. ‘‘Só após discutirmos o assunto com os prefeitos é que poderemos formular a aceitação ou não de outros municípios na região metropolitana’’, afirma.
Gianoto adianta que a inclusão não traz somente benefícios, mas também responsabilidades e prejuízos para todos. Ele acha que o ideal é que o interligamento dos municípios possa satisfazer necessidades de cada um em várias áreas, como saúde, transportes e educação.
As opiniões dos prefeitos das cidades que estão fora da região metropolitanas e incluídas no projeto são diversas. O prefeito de Floresta (25 km a oeste de Maringá), Manoel Dirce de Miranda (PDT), apóia a iniciativa e acredita que a melhoria será para todos os envolvidos. ‘‘Acho que as cidades só têm a lucrar com isso’’, diz.
Já o prefeito de Astorga (40 a leste de Maringá), João Zampieri (PFL), quer primeiro verificar todas as condições das propostas e depois dar a opinião final. ‘‘Não estou inteiramente a par das discussões, mas adianto que, se for para favorecer os moradores da cidade, acho a idéia boa’’, disse. Ele argumenta que, por outro lado, a cidade pode ser prejudicada com a união. ‘‘Pode ser também que os moradores de Astorga passem a ir com maior frequência a Maringá, fazer mais compras e deixar de lado a cidade, o que eu não posso e nem vou aceitar’’.

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