Londrina - Enquanto muitos pais têm medo de que as filhas interpretem a vacina como uma permissão ao início das atividades sexuais, até mesmo precoce, outros se conscientizaram da importância e deixaram o preconceito de lado. Desde a disponibilização da vacina contra o HPV na rede particular em 2006, a assistente social Ingrid Zamariam Businhani teve o interesse que a filha adolescente fosse imunizada. "Procurei me informar da eficácia da vacina e o que ela abrangia. Percebi que era bem mais ampla do que eu imaginava e, então, a preocupação para que minha filha recebesse só aumentou. Só não a levei antes porque o valor era muito alto. Agora está mais acessível", disse.
A menina, hoje com 15 anos, já tomou duas doses da vacina e deve tomar a terceira e última ainda este ano. "Me conscientizei do quão importante era para o bem da saúde dela e fizemos uma economia em alguns gastos. O próximo será meu filho, de 17 anos, mas que ainda tem muita resistência quanto a necessidade para os homens." Segundo ela, a pertinência da vacina abriu um canal de comunicação com os filhos para discutirem a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. "Pesquisamos juntos na internet sobre o vírus e o que ele pode causar. Houve uma troca muito grande de informações entre nós", contou.
Apesar do foco da campanha serem as adolescentes, as mulheres também são alertadas de que a prevenção do câncer do colo do útero deve ser permanente. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, anualmente. A campanha alerta também que a vacina não substitui a realização do exame preventivo nem o uso do preservativo nas relações sexuais.(M.T.)

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