Estudos feito pela Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) garantem que as novas normas para os planos de saúde poderão acarretar aumento de 10% para o consumidor. ‘‘É óbvio que vai ter reajuste’’, disse Arlindo de Almeida, presidente da Abramge. ‘‘No entanto, não há razão para isso ocorrer agora.’’
As empresas do setor têm até janeiro de 99 para adaptar-se às novas normas. Almeida acredita que o aumento ocorrerá, principalmente, nas empresas que apresentam um plano de cobertura maior. Mesmo assim, ele disse que muitas deverão ‘‘absorver o impacto’’.
As novas normas são ‘‘aguardadas e necessárias’’, segundo Almeida. Os planos de instituições pequenas, como hospitais e as entidades filantrópicas, terão impacto maior, explicou o presidente da Abramge.São 320 das 850 medicinas de grupo do País. ‘‘O setor estará passando por uma fase de redimensionamento e muitas empresas fecharão’’, disse.
Os usuários dos planos menores sofrerão mais com as novas normas pois os planos terão de tomar medidas drásticas para sobreviver.
Os planos de saúde são divididos em três tipos diferentes de serviços. As medicinas de grupo e cooperativas oferecem atendimento médico mediante pagamento mensal. Já as seguradoras ressarcem o cliente após a consulta ou procedimento médico.

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