Agência Estado
A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) aceitou ontem o pedido de renúncia do presidente da entidade, Aparecido Bueno Camargo. A informação foi dada pela assessoria de imprensa da Drogamed, rede de farmácias paranaense de Camargo. Ele assumiu o cargo em setembro de 1998 e seria substituído em setembro deste ano.
De acordo com a assessoria de imprensa, Camargo alegou na carta-renúncia a necessidade de se dedicar mais à sua empresa, que tem lojas em Curitiba e na região metropolitana. Como presidente da entidade, ele era obrigado a permanecer mais tempo em São Paulo, onde fica a sede da Abrafarma, do que em Curitiba.
Como presidente da entidade, Camargo já esteve duas vezes prestando depoimento à CPI dos Medicamentos, a primeira no dia 3 e a segunda no dia 16, quando levantou-se a possibilidade de ele depor uma terceira vez como convidado. O ex-presidente da Abrafarma está viajando para o exterior desde domingo.
O presidente da CPI dos Medicamentos, deputado Nelson Marchezan (PSDB-RS), está disposto a garantir proteção policial para Camargo, se ele formalizar denúncias sobre abusos praticados no mercado de medicamentos. A CPI faria sessão secreta para ouvi-lo novamente. Em depoimentos anteriores na comissão Camargo revelou a venda de remédios inócuos e dos B.Os (bons para otário), mas passou a minimizar suas declarações, alegando ter recebido ameaças.

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