Embaixo de uma chuva fraca, um abraço simbólico celebrou o pontapé inicial na revitalização do centro de Londrina na manhã deste sábado (18). Encabeçado pela Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), a manifestação “abraçou” a cidade na expectativa de que a pujança de outrora retorne ao centro de Londrina.

Diretor de Relações Institucionais da Acil e membro do Núcleo Novo Centro, Gerson Guariente disse que o evento simbólico é um “agradecimento às ações da Prefeitura”, em especial a revitalização do quadrilátero central de Londrina, o que é uma reivindicação antiga da associação e também de toda a comunidade. “Isso vai permitir com que a gente tenha mais atividades empresariais e que quem já está instalado possa trabalhar com segurança”, aponta, complementando que o município assumiu o compromisso de fazer ações contínuas na região central.

Com um trabalho que começou há mais de dois anos, os núcleos do Calçadão e do Novo Centro reuniram dados e consultaram pesquisadores e toda a comunidade, nas palavras de Guariente, para entender as demandas da região. Ao longo do trabalho, foram identificados três problemas prioritários. O primeiro era o dos camelôs e ambulantes, o que ele ressalta que foi resolvido no ano passado.

O segundo ponto é em relação às pessoas em situação de rua que ocupam o Calçadão de Londrina. “Elas não podem ficar aqui porque aqui não é lugar para elas ficarem”, opina, ressaltando que essa questão já começou a ser “encarada de frente” nesse início de gestão através da Operação Choque de Ordem, da GM (Guarda Municipal). Na visão do diretor, o terceiro problema envolve a superpopulação de pombos no centro.

Além desses pontos, ele destaca o trabalho envolvendo mudanças na legislação para atrair novos moradores para o centro. Junto a isso, Guariente reforça a necessidade de trazer espaços gastronômicos e de alimentação. “Também precisamos de alteração na legislação. Parte disso foi alterado com o Plano Diretor, a outra parte a atual administração está começando a providenciar com a mudança de requerimentos em relação às calçadas e aos horários de ocupação”, adianta. A cultura e os espaços culturais também integram a revitalização do centro na visão do diretor.

Com o compromisso de ser a “voz” de seus associados, a Acil tem um papel ativo no fomento por uma revitalização no quadrilátero centro de Londrina, conta Angelo Pamplona, presidente da associação. Segundo ele, os comerciantes e lojistas do centro precisam dessa renovação. “A gente não pode deixar o coração da cidade de fora”, garante.

Imagem ilustrativa da imagem 'Abraço por Londrina' comemora revitalização do centro
| Foto: Jéssica Sabbadini - Especial para a FOLHA

Ao prestigiar a manifestação simbólica, o prefeito Tiago Amaral (PSD) disse que o “pontapé inicial” da sua gestão tinha que vir do centro de Londrina, já que o local representa “o início de tudo”. “O centro é fundamental e terá o apoio integral por parte da nossa administração”, garante. A revitalização começou a ganhar forma na Praça da Bandeira, com a pintura de bancos e calçadas, além da substituição de lixeiras quebradas, por exemplo. Na próxima sexta-feira, dia 24 de janeiro, a expectativa é de que a bandeira do Brasil seja hasteada na praça em uma cerimônia no final da tarde.

Amaral destaca que essas mudanças já fazem parte da primeira etapa da revitalização do centro, que é a valorização do que já existe. “A gente está trazendo beleza para o que a gente já tem”, explica. Na sequência, a fase dois começa com a vinda de novas estruturas e espaços públicos no que ele definiu como o “grande projeto de revitalização”. Segundo ele, o objetivo é trazer um centro gastronômico e eventos, shows e festas para o Calçadão.

Ao conversar com os lojistas, uma das principais reclamações é o fato de muitos colegas estarem “fechando as portas”. Para o prefeito, a revitalização vai ajudar a fomentar o comércio de rua de Londrina. Para isso, ele promete a instalação de câmeras de segurança, inclusive com reconhecimento facial, para identificar “baderneiros” e pessoas que degradam estruturas públicas e privadas. “A gente vai organizar e a gente precisa do compromisso de todos. Isso aqui não pertence a ninguém, isso aqui é de todos”, garante.

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