Abraço em mesquita marca ato pela paz em Foz
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terça-feira, 08 de abril de 2003
Alexandre Palmar<br> Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu - Um grande ''abraço'' na Mesquita ''Omar Ibn Khatab'' ontem em Foz do Iguaçu marcou o manifesto mais expressivo realizado desde o começo do ataque dos Estados Unidos ao Iraque. O ato pela paz mobilizou centenas de cristãos e islâmicos, entre eles representantes da colônia árabe, autoridades religiosas e políticas e principalmente estudantes.
O gesto simbólico contou com balões brancos pedindo ''compreensão, diálogo, amor, união, solidariedade, carinho''. O mesmo sentimento foi transmitido por alunos de colégios estaduais, que levaram cartazes, faixas e pombas brancas de papel. Bandeiras do Iraque, da Palestina e do Brasil completaram o cenário ecumênico.
Além de pedir paz, o evento teve objetivo mostrar que representantes das quase 70 nações abrigadas na tríplice fronteira (Brasil/Paraguai e Argentina) vivem em harmonia. Somente Foz tem 65 etnias, sendo a comunidade árabe a principal, com cerca de 12 mil imigrantes e descendentes. É a segunda maior do Brasil.
O abraço foi antecedido de orações, pronunciamentos e um minuto de silêncio em homenagem às vítimas, em especial as crianças. Coube ao estudante Hussein Melhem, 11 anos, aluno da 6 série da Escola Árabe Brasileira, abrir o ato. Ele fez uma oração em árabe e pediu paz às crianças do Iraque e da Palestina.
O sheik Taleb Jomah, representante da República Libanesa no Brasil, comparou o conflito no Oriente Médio ao ataque de 11 de setembro. ''Os autores do atentado ainda são desconhecidos, não existem provas quanto a sua autoria, mas os autores da guerra são conhecidos, George W. Bush e Tony Blair'', afirmou o líder religioso.
Também discursam representantes do Centro Cultural Beneficente Árabe Islâmico de Foz, do Conselho de Pastores Evangélicos de Foz do Iguaçu (Copefi), da Igreja Católica Apostólica Brasileira, da Igreja Católica Apostólica Romana, da Câmara de Vereadores.


