Aborto clandestino mata mulheres mais jovens
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de agosto de 1997
Agência Folha Águas de Lindóia 
Quase 20% das mulheres que tiveram complicações com aborto clandestino e foram internadas em hospitais públicos da cidade de São Paulo tinham 19 anos ou menos. Outras 53% tinham entre 20 e 39 anos.
Entre as oito mulheres que morreram de aborto em 1994 em São Paulo, três tinham 17 anos ou menos e estavam na 7ª série. Todas eram católicas, moravam na periferia e suas famílias não sabiam que estavam grávidas.
Esse perfil das mulheres que fazem aborto e das que morrem vítimas dele aparece em estudo apresentado no 5º Congresso Brasileiro e Paulista de Saúde Coletiva, que aconteceu em Águas de Lindóia.
A autora da pesquisa, a enfermeira e professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Lucila Amaral Vianna, trabalhou apenas com autorizações de internação hospitalar (AIHs) dadas pelo Ministério da Saúde a hospitais de São Paulo em 1994.


