São Paulo, 17 (AE) - O setor têxtil prepara-se para adquirir em bloco máquinas e equipamentos no valor de US$ 6 bilhões para atravessar um período de cinco anos, a começar deste. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) vai liderar um consórcio que vai fazer as encomendas em bloco para facilitar as negociações para as médias, micro e pequenas indústrias. Um encontro ocorrido na última quinta-feira, reuniu representantes de empresas de todos os portes do setor na sede da Abit. Um nova reunião, nesta quinta-feira, liderada pelo presidente da Abit, Paulo Skaf, deverá definir o porte dos investimentos a serem feitos ainda em 1999, preliminarmente estimados em US$ 1 bilhão.
A Abit está organizando uma expedição à Feira Internacional de Máquinas Têxteis (ITMA) que se realiza de 1º a 10 de junho em Paris. Além de industriais do setor têxtil, Skaf quer reunir também fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos, numa tentativa de compor uma atualização tecnológica das indústrias instaladas no Brasil. Já há uma agenda prévia organizada que reunirá os representantes brasileiros com industriais alemães, italianos e ingleses.
Skaf trabalha com a idéia de que ao adquirir grandes volumes obterá preços e condições melhores para todas as indústrias do setor. Mas, principalmente, atenderá as micro, pequenas e médias empresas que têm menor poder de fogo no momento de negociar preços e prazos de financiamento.
O setor investiu US$ 6 bilhões nos últimos seis anos, e quer aplicar o mesmo volume agora em cinco anos. O objetivo é alcançar um faturamento de US$ 30 bilhões em 2004, contra os US$ 25 bi que tem de receita hoje. Outro objetivo é chegar a 2004 exportando US$ 4 bilhões ao ano, ou 1% do volume de negócios internacionais do ramo têxtil.

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