Abit defende retirada de panel sobre têxteis na OMC
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domingo, 16 de abril de 2000
Por Raquel Massote 
Belo Horizonte, 17 (AE) - O presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), Paulo Skaf, defendeu hoje
em Belo Horizonte, a suspensão do panel (tribunal para solução de controvérsias) contra a Argentina junto à Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo ele, "não há razão para a manutenção do panel, já que a Argentina suspendeu na semana passada a resolução que estabelecia cotas para a entrada dos produtos brasileiros", disse.
O presidente da Abit revelou que irá embarcar para a Argentina ainda esta semana para reunir-se com representantes do governo e empresários para o estabelecimento de uma agenda comum entre os dois países que busque o fortalecimento do Mercosul. Skaf revelou que a balança comercial do setor têxtil entre Brasil e Argentina, nos anos de 95 a 97, significou um superávit para os produtos argentinos da ordem de US$ 350 milhões. Já nos anos de 98 e 99, manteve-se um equilíbrio de US$ 300 milhões em transações de ambos os países, "o que significa que não existe prejuízo para a Argentina", disse. Paulo Skaf esteve em Belo Horizonte hoje para a abertura da "Mostra Têxtil Brasil".
Ele revelou que o setor pretende alcançar até 2002 a meta de 1% das transações comerciais realizadas no mundo e que atualmente giram em torno de US$ 370 bilhões. O volume de exportações do setor chegaria então à marca de US$ 3,7 bilhões a US$ 4 bilhões. Segundo o presidente da Abit, o setor irá exportar este ano um volume de US$ 1,4 bilhões com a venda de 500 mil toneladas de produtos de toda a cadeia produtiva.
Somente no primeiro trimestre deste ano, a indústria têxtil faturou 30% a mais do que o mesmo período do ano passado, chegando a US$ 300 milhões. Em 99, conforme Skaf foram criados 30 mil novos empregos e apenas nos dois primeiros meses deste ano, outros 6,5 mil empregos foram gerados, o que projeta a criação de 40 mil empregos até o final deste ano. Já as vendas internas cresceram 5% no primeiro trimestre, o que projeta um faturamento de US$ 22 bilhões até o final deste ano. IBEP INSTITUTO BRASILEIRO DE ESTUDOS POLíTICOS 1


