Abiplast alerta FHC e ministérios sobre preço da nafta
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quinta-feira, 13 de abril de 2000
Por Viviane Mottin 
São Paulo, 14 (AE) - A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) encaminhou hoje uma carta ao presidente Fernando Henrique Cardoso e aos ministros Pedro Malan
da Fazenda, Alcides Tápias, do Desenvolvimento, e Ropdolpho Tourinho, de Minas e Energia, alertando para o aumento do preço da nafta no mercado interno. Caso ocorra novo reajuste da nafta, no início de maio, como confirmou o Ministério de Minas e Energia esta semana, o preço interno ultrapassará os níveis praticados no mercado internacional.
O Ministério de Minas e Energia não revelou o índice de reajuste, mas garantiu que o preço da nafta no mercado interno, embora mais alto do que o praticado no exterior, não será deflacionado. Até o final de abril, a tonelada da nafta no mercado interno será vendida a US$ 240, enquanto na Europa custa de US$ 224 a US$ 229, e nos Estados Unidos US$ 230.
De acordo com a fórmula descrita na Portaria 404 baixada em outubro do ano passado, pelo Ministério das Minas e Energia, o objetivo era equiparar o preço interno da nafta ao do mercado internacional. "Essa fórmula tem duas variáveis externas: o preço internacional da nafta e a taxa do dólar. De outubro até agora, o dólar caiu de R$ 2,10 para R$ 1,70 e o preço internacional da nafta caiu para US$ 230 a tonelada. Isso quer dizer que, se a nafta for reajustada novamente em maio, seu preço saltará para US$ 260 ou 13% superior ao praticado no exterior", explica Merheg Cachum, presidente da Abiplast.


