Abin diz que sueco avalia Amazônia em US$ 50 bi
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Leonencio Nossa<br>Agência Estado 
Brasília - A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) enviou, no ano passado, relatório a outros órgãos do governo sobre o empresário sueco Johan Eliash, que manifestou, em três ocasiões diferentes, o desejo de ''comprar'' a floresta amazônica. Ele é motivo de polêmicas no Brasil desde 28 de março de 2006, quando o jornal inglês ''The Sunday Times'' publicou reportagem, reproduzida no País, com a informação de que Eliash comprou 162 mil hectares de terra nas margens do rio Madeira.
No último domingo (25), o jornal ''O Globo'' reacendeu a polêmica ao noticiar a conclusão do relatório da Abin sobre o caso. No documento, os agentes informam, segundo o jornal brasileiro, que Eliash avaliou que a Amazônia vale US$ 50 bilhões.
Mas desde 2006, quando Eliash virou assunto no Brasil, as autoridades não apresentaram oficialmente a conclusão sobre a situação das terras supostamente compradas pelo empresário no rio Madeira. Por meio das assessorias, os Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça informaram ontem que não desenvolvem estudos ou medidas sobre as terras que teriam sido adquiridas por Eliash.
A única certeza das autoridades brasileiras, segundo técnicos e assessores dos Ministérios da Justiça e do Meio Ambiente, é que o governo não sabe quantos estrangeiros possuem títulos de terra na Amazônia, onde eles têm propriedades e quanto valem as terras adquiridas.


