Abimaq faz proposta de colaboração com entidade americana
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 26 (AE) - A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) entregou hoje uma proposta de colaboração mútua à entidade norte-americana AMT (The Association for Manufacturing Technology), que reúne os fabricantes norte-americanos de máquinas e equipamentos, buscando o aprimoramento das relações com os Estados Unidos. O presidente da Abimaq, Henry Goffaux, encontrou-se hoje com o chairman da AMT, John Logan, durante a Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura (Feimave), que está sendo realizada no Anhembi, em São Paulo.
A aproximação entre os mercados brasileiro e americano tem a Alca como um dos seus principais objetivos. Os planos da Abimaq são de trocar informações entre as duas entidades, transferir tecnologias, incentivar estudos para aprimoramento tecnológico e desenvolver novos projetos técnicos e estratégicos. O setor de máquinas nacional deverá movimentar este ano cerca de US$ 950 milhões, um faturamento dez vezes menor do que os US$ 9 bilhões que serão gerados pelo mercado americano. "A globalização será a única saída para o nosso setor, que não irá sobreviver apenas do mercado interno", afirmou Goffaux.
Na avaliação do executivo, o mercado brasileiro terá que se abrir ainda mais para manter sua competitividade. Segundo ele
o segmento seguirá as mesmas tendências que transformaram recentemente o setor de autopeças: o domínio das empresas internacionais através de fusões, aquisições, joint-ventures e associações. "Sem uma parceria, a sobrevivência será difícil", disse. Ele explicou que 60% do setor de máquinas vive do setor automobilístico, e que as montadoras querem produzir no Brasil com o mesmo padrão que o faz em outros países, e por isso exigem que seus componentes e máquinas sejam sempre os mesmos.
O grupo italiano Camozzi anunciou hoje, durante a Feimafe, que vai construir duas fábricas no Brasil em breve, para a fabricação de componentes pneumáticos. Uma será construída no interior do Estado de São Paulo e outra na região Sul do País. "O Brasil é estratégico para a Camozzi", afirmou o presidente do Grupo, Attilio Camozzi. Este ano, a empresa terá um faturamento de US$ 600 milhões. O objetivo é conquistar 5% do mercado nacional até 2002, hoje avaliado em US$ 200 milhões.


