Abílio Diniz teme agravamento da crise com decisão sobre previdência
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sábado, 02 de outubro de 1999
Por Regina Silva 
São Paulo, 03 (AE) - O empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar, disse hoje que o País precisa encontrar meios para evitar que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a cobrança de contribuições providenciarias do funcionalismo, gere um agravamento da crise econômica. Diniz foi um dos participantes, nesta manhã, da 7ª Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, no Parque Villa Lobos, em São Paulo. Para ele, o governo deve fazer uma mudança estrutural para impedir que ocorra uma nova crise. "Como não estou totalmente ligado ao meio político e nem econômico, pois há dez anos deixei o Conselho Monetário Nacional, não saberia mencionar quais seriam esses meios. Nesse momento, cabe a mim fazer alguma coisa como empresário, dentro da minha empresa, gerando empregos", afirmou.
Diniz disse que é inevitável a decisão do STF traga consequências no setor varejista. "Não tem como, pois há uma retração de consumo também nessa área. Mas o que é mais preocupante e doloroso é a questão do desemprego. Precisamos acabar com o problema e acho que o governo tem se empenhado", disse.
Pedido de prisão - Sobre a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu por sua prisão por crime do "colarinho branco", Diniz afirmou que está tranquilo. Segundo ele, sua situação perante a Justiça não é definitiva. "Ainda não está nada resolvido e estamos recorrendo de várias formas para reverter a situação", explicou o empresário.
Diniz disse ter ficado surpreso com a decisão do STJ. "É um processo que causa dúvidas até mesmo nos técnicos do Banco Central, sobre se houve realmente alguma irregularidade. O Ministério Público já julgou mais de duzentos casos do tipo que foram absolvidos. Só eu é que fui condenado, mas confio plenamente em Deus e na Justiça", afirmou o Abílio Diniz.


