Abilhôa: 'Testemunhas foram coagidas a mentir'
Curitiba - Visivelmente nervoso com o pedido de prisão contra seu filho, durante entrevista coletiva o procurador partiu para o ataque contra Delazari e sua família. Ele afirma que duas testemunhas foram coagidas a dar falsos depoimentos. ''O primeiro foi o ex-policial Samir Skandar. Em depoimento registrado em cartório ele afirma que foi procurado por Delazari para fazer um acordo. Ele diria que me entregou uma mala com R$ 70 mil, em troca de uma 'aliviada' na situação dele'', acusou Abilhôa. No depoimento, Skandar afirma que Delazari teria ordenado inclusive que Skandar fosse morto por policiais. A situação seria explicada como se ele tivesse reagido à prisão. O ex-policial, preso este ano, afirma também que o secretário teria ameaçado plantar entorpecentes em sua casa para prendê-lo.
Abilhôa afirma também que representantes de Delazari teriam procurado o ex-tenente Alberto dos Santos, preso por ter iniciado em 2000 um incêndio na sede da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), onde Abilhôa estava lotado na época. Pelo acordo, Santos incriminaria o tenente Elias Ariel de Souza (subordinado de Abilhôa) e o coronel Valdir Copetti Neves no incêndio, numa tentativa de atingir o procurador.
O procurador também relembrou a prisão do irmão de Delazari, Carlos Emiliano, ao tentar entrar no presídio do Ahu com 12 buchas de cocaína. ''Como é que liberam assim alguém preso em flagrante? Isso sim é absurdo'', afirmou Abilhôa. Ele também denunciou grampos ilegais realizados pela Secretaria de Segurança contra adversários políticos da família Delazari em Colorado, (85 km ao norte de Maringá).
Abilhôa afirmou que não fez as denúncias antes por dois motivos. ''Primeiro, porque ele também é um membro do Ministério Público. E segundo, porque sou amigo do governador Roberto Requião (PMDB), e sei o quanto ele preza a área de Segurança Pública. Mas chega uma hora que não dá mais para aguentar esse tipo de abusos'', afirmou Abilhôa.(R.S.)





