Abifarma mantém preços neste mês
As principais indústrias de produtos farmacêuticos do país firmaram compromisso ontem, em reunião com representantes do Ministério da Fazenda, de não promover aumentos de preços em fevereiro.
O encontro aconteceu em São Paulo e reuniu 25 dos maiores laboratórios do país, responsáveis por mais de 90% do mercado nacional. O setor foi convidado a discutir com o governo porque boa parte de sua produção é composta de produtos importados, que tiveram aumento de preço por causa da desvalorização do real.
O acordo significa que as farmácias e drogarias de todo o país venderão de acordo com as tabelas fornecidas pelas indústrias em janeiro. Os aumentos de custos causados pela desvalorização do real só deverão ser repassados ao consumidor a partir de março, e mesmo assim escalonados , disseram José Eduardo Bandeira de Mello, presidente da Abifarma, e Cláudio Considera, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.
A Abifarma reúne os principais fabricantes de produtos farmacêuticos do país. Mas o governo também fará sua contrapartida para segurar os preços dos medicamentos e tentar abafar a inflação. Segundo o representante da Fazenda, as alíquotas de importação de alguns medicamentos serão reduzidas. Ou seja, os medicamentos importados ou produzidos no Brasil com matéria-prima importada terão seus custos reduzidos.Paulo Giandalia/Folha ImagemOs remédios e a criseJosé Eduardo Bandeira de Mello, presidente da Abifarma, disse que acordo de cavalheiros entre indústria e governo prevê aumentos somente em março, e mesmo assim, escalonados
Agência Folha





