ABI-Fumo faz critica
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quinta-feira, 27 de agosto de 1998
Agência Estado 
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Fumo (ABI-Fumo), Nestor Jost, de 80 anos, reagiu ontem contra a intenção do governo de tornar mais rigorosa a legislação que restringe o fumo em locais públicos e privados.
Ele classificou a criação de um decreto e um projeto de lei sobre o assunto como resultado de pressão exercida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e afirmou que essas medidas acabariam com o trabalho de 200 mil plantadores de fumo.
O presidente da ABI-Fumo, que reúne 30 associados - entre fabricantes de cigarros e charutos e processadores de folhas de fumo -, informou que a indústria do fumo pagou R$ 5,2 bilhões de impostos no ano passado. Nosso setor representa 3,4% das exportações brasileiras e é o que mais paga impostos no País, afirmou.
A coordenadora do Programa de Controle de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Vera Luiza Costa e Silva, criticou as declarações unilaterais de Jost. Ela disse que não há como justificar a indústria do fumo pela arrecadação: As empresas deveriam ter pago mais, porque o cigarro no Brasil é um dos mais baratos do mundo, mas isso não justificaria nada, porque qualidade de vida é incompatível com o fumo.


