Curitiba- Apesar de alguns avanços, a questão da coleta e manejo do lixo continua sendo um dos principais problemas enfrentados pelos municípios brasileiros. No Paraná, quase metade dos resíduos sólidos provenientes das cidades estão armazenados em aterros a céu aberto, causando danos ao meio ambiente e à saúde da população. Para discutir a questão e apresentar soluções viáveis, a regional paranaense da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-PR) realiza desde ontem um seminário em Curitiba. Um dos temas mais discutidos é a criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, legislação que tramita no Congresso.
O presidente da Abes-PR, Pedro Nelson Costa Franco, afirma que o destino do lixo ainda é uma das questões que mais atormentam os administradores municipais. ''Quanto maior a cidade, maiores os problemas, já que a geração de lixo é proporcional'', afirma. As políticas públicas, no entanto, não acompanham o crescimento do nível de lixo. ''Tanto no Paraná como no Brasil, ainda tem muito para ser feito. Nosso País está muito atrasado, inclusive se comparando com países de mesmo nível. Aqui no Estado, quase metade do lixo coletado está a céu aberto, comprometendo a natureza, os recursos hídricos e se tornando um problema de saúde pública'', acrescenta Franco.
Apesar disso, o engenheiro se diz otimista. ''Há uma conscientização hoje de que é grave o problema e que a solução precisa ser acelerada'', justifica. Uma da principais medidas para melhorar o sistema de manejo do lixo, segundo ele, é a aprovação do projeto de lei que define a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Ontem, a proposta foi apresentada no seminário pela representante do Ministério do Meio Ambiente, Cláudia Frank de Albuquerque. ''Uma das coisas que a lei coloca é a chamada logística reversa. Se você é um gerador de resíduos, você é responsável por eles'', explica Franco.

mockup