Abert pretende incluir punições em seu código de ética
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terça-feira, 09 de fevereiro de 1999
Por Sandra Sato 
Brasília, 09 (AE) - A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) pretende punir com rigor, aplicando pesadas multas, as empresas que se excederem em suas programações. Amanhã (10), o presidente da Abert, Joaquim Mendonça, vai propor na reunião com dirigentes de emissoras filiadas à entidade, a contratação de um especialista para atualizar o código de ética.
Em um encontro com o secretário de Direitos Humanos, José Gregori, Mendonça anunciou que a instituição pretende incorporar ao código dois capítulos, um definindo as punições e outro regulamentando a criação de um comitê independente. Esse comitê, que deve ser aprovado amanhã na reunião, será um órgão independente criado para fiscalizar a aplicação do código. A intenção da Abert é tornar o código mais rígido, atendendo ao pedido feito pelo secretário Gregori.
O atual código de ética da Abert enquadra a programação levada ao ar em uma série de regras, mas não prevê punição para quem as descumpra. "O código da Abert é um carro bonito que não tem roda", compara o secretário, para ilustrar a inutilidade do instrumento.
As mudanças antecipadas hoje pelo presidente da Abert agradaram ao secretário, que desde o fim do ano começou a negociar um manual de conduta com cada emissora. Gregori queria cessar as exibições - como as feitas nos programas do Ratinho, do Leão Livre e do Faustão - de cenas de pancadaria, sushi erótico e exploração de defeitos físicos, entre outros.


