Abema defende que setor elétrico custeie usinas
PUBLICAÇÃO
sábado, 26 de maio de 2001
Israel ReinsteinDe Curitiba 
Os gastos extras para análise de projetos de implantação de usinas energéticas no País devem ser custeados pelo setor elétrico e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A reivindicação é da Associação de Entidades Brasileiras de Meio Ambiente (Abema), que congrega o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e os órgãos estaduais de fiscalização do setor.
A posição da Abema foi definida em um encontro realizado em Joinville (SC), na última sexta-feira, e é uma resposta das entidades à medida provisória do governo federal para enfrentar a crise de energia. A União quer flexibilizar as regras ambientais para a implantação de novas matrizes energéticas (como termelétricas e hidrelétricas), afrouxando o controle ambiental. As entidades ambientais devem definir uma posição sobre o assunto no dia 30 de junho, quando o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) conclui um relatório final que vai avaliar sugestões como a feita pela Abema.
Na medida provisória do governo federal, os órgãos ambientais teriam um prazo de seis meses para analisar novos projetos. Como o tempo é curto, as entidades decidiram que, para aprofundar os projetos, antes de conceder as licenças, será preciso realizar exames específicos. E cabe às concessionárias de energia, a Aneel e outros envolvidos nos empreendimentos custear estes gastos, disse o secretário estadual do Meio Ambiente, José Antônio Andreguetto. Também ficaria nas contas das concessionárias o acompanhamento técnico das obras.
A Abema também vai pedir que a Aneel e as concessionárias montem um mapa das matrizes energéticas que podem ser exploradas em cada Estado. Assim, será possível saber se o potencial de determinada região é para a instalação de uma terméletrica movida a gás ou a carvão. Esse perfil já deveria ter sido traçado há muito tempo, criticou Andreguetto.


