São Paulo - O ex-médico Roger Abdelmassih foi transferido no final da tarde desta quarta-feira para a penitenciária de Tremembé (a 147 km de São Paulo). Algumas vítimas acompanharam a chegada dele no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e sua saída em direção à prisão. "Agora ele foi, posso descansar. Ele olhou na minha cara, fiquei perto dele, e ele viu que não tenho medo. Que ele viva muito agora, que apodreça na cadeia, amargue todo dia. Espero que ele encontre alguém lá dentro que faça com ele o que ele fez com a gente", afirmou Ivanilde Serebrenic, uma das cinco vítimas que estavam no local.
O ex-médico, que foi preso no Paraguai nesta terça, foi condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros cometido contra 37 mulheres, e estava entre os dez criminosos mais procurados de São Paulo, com uma recompensa de R$ 10 mil para quem passasse informações que levassem a sua prisão. No desembarque de Abdelmassih em Congonhas, as vítimas usaram palavras como "maníaco", "manipulador", "safado" e "criminoso" contra ele. Depois choraram e disseram que não dormiram nem comeram só para estar no aeroporto e ver a cara dele depois de preso.
"Agora começa o processo de cura. Mas vamos atrás de quem estava acobertando ele", disse Helena Leardini, também vítima do ex-médico. "Ele reconheceu as vítimas quando chegou, mas diz que não é bem assim, que há exagero. Ele alega inocência e diz que vai reverter a situação. Mas chorou bastante lá dentro quando lembrou dos filhos", disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

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