Curitiba- A empresa que vencer o processo licitatório, no próximo dia 21, para realizar o abate dos pombos nos Portos de Paranaguá e Antonina seguirá apenas as normas ambientais vigentes para este procedimento. Tampouco será necessária a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para fazer o extermínio. Isto porque a espécie encontrada no ambiente portuário é a pomba doméstica (Columba livia), exótica e de origem asiática, considerada uma praga urbana.
Situação contrária a da pomba amargosa (Zenaida auriculata), que virou um problema, por enquanto, sem solução em Londrina, e que se trata de uma espécie nativa cujo abate só pode ser efetuado sob autorização do órgão ambiental e projeto específico. ''A pomba amargosa está em extinção no Nordeste e em desequilíbrio aqui por causa das culturas de grãos e destruição do meio ambiente. Já a pomba doméstica não é nativa do Brasil e se procriam com facilidade diante de oferta de alimentos'', situa Eunice de Souza, coordenadora do Núcleo de Fauna e Recursos Pesqueiros do Ibama-PR
No entanto, exterminar as aves não é uma forma eficiente de controle populacional e não pode incluir na execução maus-tratos, como queimar os animais, mutilar ou mesmo com aplicar veneno ou compostos químicos. ''Provavelmente o abate será realizado nos Portos com a captura dos animais e eliminação imediata, que seria o deslocamento cervical ou uso de algum gás anestésico. O abate é a última opção, é uma ilusão achar que vai resolver o problema'', esclarece Eunice de Souza.
A especialista do Ibama reforça que o controle populacional só é possível com o manejo permanente, retirando ninhos e quebrando os ovos e colocar repelentes nas edificações. ''É preciso diminuir o acesso ao alimento adequando a estrutura do porto para que impeça o pouso e formação de ninhos, enfim espantar as aves do local'', disse Eunice.
A assessoria de imprensa da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA) informou que o objetivo não é o extermínio em massa de pombos, mas chegar a uma população que possa conviver com o ambiente portuário sem representar riscos a qualidade das mercadorias e saúde dos trabalhadores.

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