Cláudia Lopes
De Londrina
A greve dos caminhoneiros provocou uma ciranda de preços na Central de Abastecimento (Ceasa) de Londrina, ontem. Os preços do pepino, abobrinha, couve-flor e vagem diminuíram entre 20% e 50%, enquanto os de frutas como laranja e banana, que vêm de outros Estados, subiram cerca de 15%. Até amanhã, porém, os preços dos hortifrutigranjeiros devem voltar ao normal.
‘‘Algumas frutas que sumiram dos estoques da Ceasa foram comercializadas ontem por preços maiores. À medida que o abastecimento for regulado, estes valores devem cair’’ disse o presidente da Associação dos Usuários do Ceasa de Londrina, Clóvis Tsuzaki.
A Ceasa deixou de faturar diariamente cerca de R$ 600 mil, nos últimos quatro dias. A comercialização na Central foi pequena ontem porque, como a greve terminou no final da tarde de anteontem, os agricultores ainda não haviam tido tempo de colher suas produções.
Normalmente, 800 mil quilos de hortifrutigranjeiros são comercializados por dia na Cesa de Londrina. Tsuzaki calcula que os atacadistas tiveram uma perda de 30% no estoque por causa da greve.
Leite A Confepar, de Londrina, deixou de industrializar 1,6 milhão de litros de leite e soro nos últimos quatro dias. A cooperativa, que chegou a suspender a fabricação dos leites longa vida e em pó, retomou a produção ontem. O prejuízo foi de R$ 700 mil, segundo o gerente administrativo-financeiro, Paulo Roberto Pereira.
Segundo ele, as perdas são irrecuperáveis. A Confepar, que agrega várias cooperativas de leite da região, recebeu 380 mil litros de leite e de soro ontem à tarde. A média diária é de 500 mil litros. Cerca de 350 pessoas trabalham na Confepar, que distribui mais de 100 mil unidades dos leites longa vida e em pó em cerca de 60 cidades brasileiras.
O abastecimento de combustíveis nos postos da região também voltou ao normal ontem. Os postos mais prejudicados durante a greve foram os instalados fora dos limites do município.
Apesar da maioria da gasolina chegar em Londrina por via ferroviária, o álcool anidro, que é misturado à gasolina, é transportado por caminhões. A assessoria de imprensa da Shell informou que parte dos pedidos começou a ser entregue ontem mas que não há risco de faltar combustíveis nos postos de Londrina.

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