Um dos fundadores do Cosmo (Corpo de Socorro em Montanha), grupo de resgate em montanha mais antigo do Brasil, com mais de duas décadas de atuação, o montanhista Ronaldo Franzen Júnior reconhece que aumentou o número de pessoas perdidas em morros e matas paranaenses, em função do aumento do interesse pela atividade, seguido pela falta de investimento na infraestrutura dos principais endereços e o comportamento imprudente. "Costumo dizer que é um somatório de erros que leva pessoas ou equipes a se perderem. Junto à falta de conservação dos parques, dos 60 locais existentes no Paraná, meia dúzia estão com boa sinalização. Há grupos que cobram por passeios sem a devida estrutura ou conhecimento da trilha e, claro, existem pessoas que insistem em se arriscar sem preparo", critica.
Tamanha preocupação levou o grupo a lançar a Campanha de Segurança na Natureza do Cosmo (veja quadro) com sete tópicos a serem cumpridos por quem quer se preservar. Com 35 voluntários experientes, o grupo também auxilia o Corpo de Bombeiros do Paraná, principalmente na região da Serra do Mar, com ênfase no Marumbi. Também é via 193 que as ocorrências são direcionadas ao Cosmo.(M.M.)

Imagem ilustrativa da imagem Abandono e falta de sinalização aumentam riscos
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