São Paulo, 07 (AE) - A Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac) uniu-se à Federação Nacional da Distribuição de Veículos (Fenabrave) no protesto contra os últimos aumentos de preços. "Não é possível mais termos de arranjar dinheiro para subsidiar a construção de montadoras no Brasil", disse o presidente da Abac, Eriodes Battistella, que enviou uma carta à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) solicitando uma solução para evitar o aumento das prestações dos consórcios.
Battistella prevê aumento na inadimplência do setor, que já é alta. Hoje, 21% dos consorciados não pagam as prestações de consórcios de veículos - 9% já foram contemplados e os outros ainda aguardam sorteio. O presidente da Abac estima que o primeiro impacto dos reajustes de preços, que passam de 14% nos modelos populares, será um aumento no índice de inadimplência para algo em torno de 23%.
O segundo impacto será a diminuição nas vendas de cotas. A Abac contava com crescimento de 10% no setor este ano. De janeiro a julho, a venda de consórcios aumentou 4%. "Temo que daqui para a frente podemos perder até estes 4%", disse Batistella. O Brasil tem hoje 2,7 milhões de consorciados. Deste total, 60% têm cotas de veículos.

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