Felipe, 21 anos, estudante de Porto Alegre, tem uma vida como a de qualquer outro jovem da mesma idade. Sai com os amigos, diverte-se e já se apaixonou. Tudo dentro do esperado, não fosse por um detalhe em sua história: ele é assexual. ''Desde a adolescência tive interesse pelas pessoas do sexo oposto, tanto que me apaixonei várias vezes, e isso tem me ocorrido até os dias de hoje. Entretanto, ao dar meu primeiro beijo, em torno dos 13 anos, não senti nada. A sensação de beijar não me causou nenhum sentimento, positivo ou negativo, nenhuma sensação, agradável ou desagradável'', conta.

E a situação foi se repetindo ao longo dos anos. Ele gostava de uma menina, queria estar junto dela, porém, a oportunidade de beijá-la, ou até de ter um contato corporal um pouco mais íntimo, não lhe causava atração alguma. ''Preferia muito mais dar um abraço, dar um beijo na testa, ficar conversando, a me envolver em alguma atividade sexual, mesmo que um beijo. Desde então, passei anos questionando minha sexualidade, inclusive, cheguei a pensar que era homossexual, apesar de nunca sentir atração alguma ou ter interesse por homens'', diz ele, que já teve experiências sexuais.

Leia mais na reportagem de Marian Trigueiros.

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