A universidade não decaiu, diz reitora da UEL
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de dezembro de 2003
Karla Matida<br>Reportagem Local 
O anúncio da classificação dos cursos universitários avaliados durante o Exame Nacional de Cursos, o Provão, ainda repercute no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Por conta de um atraso na chegada das provas, 640 alunos de universidades londrinenses não foram avaliados. Só na UEL, nove cursos ficaram de fora do Provão, fazendo com que, no final das contas, o número de conceitos A da UEL, diminuísse.
''O que precisa ficar claro é que isso não significa que a universidade tenha decaído'', esclarece a reitora Lygia Puppato. ''Quem foi avaliado, foi muito bem avaliado'', explica.
Dos 15 cursos avaliados no Provão, em julho deste ano, 11 obtiveram notas A e B. ''É uma porcentagem de 73%'', contabiliza a reitora. ''E dos nove cursos que ficaram de fora do Provão deste ano, seis deles têm um histórico de conceitos A, como o curso de direito, com sete 'A' nos anos anteriores'', lembra a reitora.
Além das provas que não chegaram a tempo, o boicote de três cursos também contribuiu para as notas diferenciadas deste ano, segundo Jairo Pacheco, da Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE). Conforme Pacheco, os cursos de jornalismo e arquitetura e urbanismo tiveram conceitos E por causa desse boicote. O ''C'' do curso de Psicologia também, já que muitos alunos marcaram a mesma letra, num boicote parcial.
No ano que vem, um novo método de avaliação do ensino superior brasileiro será colocado em prática. O Índice do Desenvolvimento do Ensino Superior (Ides) irá avaliar quatro quesitos: os processos de ensino e de aprendizagem, a capacidade institucional e também a responsabilidade do curso com a sociedade em geral. ''Vai ser uma avaliação mais completa, muito melhor'', avisa a reitora.
Antes mesmo do Ides ser anunciado, a UEL já se posicionava para o movimento que Lygia chama de repensar a universidade. ''Estamos em fase de rediscussão dos currículos de todos os cursos'', explica. ''No conjunto de compromissos da instituição com a sociedade, também ações propositivas, como a questão das cotas raciais'', adianta a reitora, já que o assunto entra em pauta no ano que vem. ''Até maio ou junho deveremos decidir esta questão para nos preparar para o vestibular de 2005'', avisa.


