Márcio Gomes da Silva é pintor e mora na rua há 27 anos. Nos últimos quatro, passou a ocupar um mocó. Ele enfrenta o frio como pode, e na sua "residência", localizada no Centro de Londrina, não há água nem energia. ''Eu acho que aqui era um estúdio de fotografia. Desde de 2004 estava abandonado'', relata.

De acordo com Lucinéia Maria Ribeiro, coordenadora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) I, existem hoje 20 mocós ativos em Londrina, a maioria na Região Central. ''Nós não temos o número de pessoas que vivem nesses locais, pois a cada dia entra alguém e sai'', explica. Segundo levantamento do Creas, onze mocós estão localizados em terrenos particulares e nove em espaços públicos, como a Concha Acústica.

Saiba mais sobre essa sombria realidade na matéria de Davi Baldussi.

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