A saúde em suas mãos
PUBLICAÇÃO
domingo, 12 de julho de 2009
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Londrina- Nas mãos pode estar a chave para a saúde de todo o corpo. Pelo menos é isso o que propõe a Koryo Sooji Chim, acupuntura coreana da mão. A novidade, para a qual são necessárias agulhas diferentes da tradicional, já é utilizada em Londrina. A grande vantagem, segundo o fisioterapeuta Mário Eugênio Morini, que aplica a técnica, é a praticidade e a possibilidade de aliar outras terapias durante a aplicação.
A filosofia deste tipo de acupuntura, segundo Morini, é a mesma que a da convencional, chamada sistêmica - de que o excesso ou falta de energia nos meridianos são causa de dores e doenças. Os meridianos são pontos do corpo, considerados pela medicina chinesa, como canais por onde circula a energia, e passíveis de desequilíbrio, tanto por alimentação e uso de medicamentos, quanto por estresse. Aplicadas nestes pontos, o que se busca com as agulhas é o reequilíbrio.
Segundo a modalidade criada pelo professor coreano Taewoo Yoo, na década de 70, nas mãos está uma espécie de mapa onde todos os órgãos e sistemas do organismo estão representados, assim como os 14 meridianos. Na palma estão os órgãos, e no dorso, a coluna e a parte de trás do corpo. ''O ponto central (da palma da mão) é a representação da bexiga, a maior entrada de energia'', aponta Morini.
Para detectar quais áreas precisam ser reequilibradas, são necessárias três avaliações: primeiro a anamnese, quando são colhidos dados sobre o paciente e como ele se comporta; segundo, apalpações na região do abdome, e, por fim, mensuração de energia através do pulso.
O ponto na mão que representa onde há o problema normalmente apresenta-se dolorido. ''Para equilibrar cada meridiano são necessárias cinco agulhas, e como ninguém tem só um desequilíbrio, há situações em que são colocadas 30, até 40 agulhas'', explica.
Para serem utilizadas nas mãos, explica o fisioterapeuta, as agulhas são específicas: bem mais finas que as convencionais e feitas de prata ou ouro. E podem ser aplicadas de duas formas, na horizontal, utilizada no caso de dores, e na vertical, para o reequilíbrio. A aplicação é feita com uma caneta especial e a agulha entra dois milímetros na pele. ''A posição também depende do objetivo, para aumentar ou diminuir a energia, elas ficam na direção ou contra o fluxo. Elas ficam durante 20 a 30 minutos, e o efeito se estende por até seis horas'', ressalta.
A vantagem, segundo Morini, é que, enquanto as agulhas estão agindo, o paciente pode passar por uma sessão de fisioterapia, receber massagem, ou até andar na esteira, por exemplo. ''Com essa técnica, o paciente fica com a agulha e pode manter outras atividades, não precisa ficar imóvel em um local. Se ele está com dor cervical, por exemplo, é possível fazer manipulações na região, enquanto está com as agulhas. É muito prático'', opina.
A técnica é indicada para dores na coluna e de cabeça, casos em que o alívio é rápido, para disfunções têmporo-mandibulares (DTM), ansiedade, depressão, e síndrome do pânico, entre outras doenças. No Brasil, a modalidade começou a ser utilizada na década de 90, e em Londrina, desde 2007.
Serviço: (43) 3323-1214


