A repercussão no mundo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Agência Estado 
O acidente aéreo com o avião da TAM foi destaque nos principais meios de comunicação do mundo. Sites e jornais estamparam fotos do incêndio nas primeiras páginas. Programas de tevê entrevistaram especialistas para entender a tragédia. Apesar da atual crise no sistema aéreo brasileiro, a mídia internacional focou-se mais nas questões estruturais do Aeroporto Internacional de Congonhas, na zona sul de São Paulo.
Os principais programas de notícia da emissora americana CNN e da britânica BBC cobriram extensamente o acidente. Especialistas fizeram uma análise da tragédia e apontaram o tempo, a pista e localização do aeroporto como os principais fatores do acidente. O jornal espanhol ''El País'', o italiano ''Corriere della Sera'' e o britânico ''The Guardian'' também fizeram uma cobertura extensa do caso. Com gráficos, simulações feitas em computador e galeria de fotos, os veículos explicaram a tragédia nos mínimos detalhes. O correspondente do ''Corrieri'', Rocco Cotroneo, compariou o incêndio causado pelo acidente com os atentados nos EUA em 2001: ''Inferno como o de 11 de Setembro.''
O jornal americano ''The New York Post'' estampou na capa uma foto do acidente com a seguinte manchete: ''Bola de fogo''. Já ''The New York Times'', ''The Washington Post'' e ''Los Angeles Times'' deram
espaço para explicar a atual crise aérea brasileira. De acordo com o ''The New York Times'', o Brasil vive uma onda de cancelamentos de vôos e greves de controladores. A crítica mais feroz, no entanto, foi feita num editorial do jornal argentino ''La Nación''. ''Brasil vive caos aéreo que torna um suplício voar no país'', acusou a publicação.
O chileno ''El Mercurio'', destacou o trabalho que os bombeiros tiveram para apagar o incêndio. Sempre polêmico, o jornalista do ''The New York Times'' Joe Sharkey comentou em seu blog o acidente em São Paulo.
Na mensagem ''Lições não aprendidas'', ele criticou a decisão do governo de São Paulo de abrir uma investigação criminal sobre o caso. O jornalista era um dos passageiros do Legacy que se chocou com o avião da Gol no ano passado. Sharkey defende a inocência dos pilotos americanos, afirmando que ambos são perseguidos pelas autoridades do Brasil. Brasileiros deixaram mensagens no blog do jornalista, criticando seus comentários, que qualificaram de sarcásticos.


