A origem do mundo, segundo a mitologia
Cleide Cavalcante
Da Agência Estado
E então Re deu à luz a si mesmo. Sentindo que estava só, cuspiu, e de sua saliva nasceram Shu, o ar, e Tefnur, a umidade. Da união de Shu e Tefnut nasceram Geb, o deus da Terra, e Nut, a deusa dos céus. Essa é a teoria que explica a criação do mundo, para os povos do Egito, e é contada por Neil Philip no Livro Ilustrado dos Mitos (Editora Marco Zero). Em seu trabalho, Neil aponta as explicações mitológicas para questões como estas: como o mundo começou? Como as pessoas foram criadas? E, se ganhamos a vida, por que somos amaldiçoados com a morte?
Segundo a autora, os iranianos, por exemplo, acreditam que, no início dos tempos, Ahura Mazda vivia na luz e seu irmão gêmeo, Angra Mainyu, também conhecido como Ahriman, vivia na escuridão. Entre os dois havia apenas ar. Então, Ahura Mazda criou o tempo, e o mundo começou. Neil reconta em seu livro todas as grandes histórias dos mitos da criação.
Cada região do planeta defende uma história diferente para o fim do mundo. Muitos povos, diz Neil, acreditam que não será um momento ruim, pelo contrário. Será um período de renovação e purificação. Muitas histórias falam de heróis para os quais a morte não é o final, mas apenas um intervalo antes que voltem, uma vez mais, para defender a humanidade.
O livro explica ainda que, para o povo nórdico, o Galo Dourado canta para despertar os deuses todas as manhãs. Mas chegará o dia do último crepúsculo dos deuses. Então, irmão lutará contra irmão, e todas as barreiras cairão. A Terra será submergida pelo mar. O Sol se tornará preto. As estrelas brilhantes cairão do céu. E o próprio céu se queimará, prevêem os profetas nórdicos. A morte chegará aos deuses, aos gigantes, aos duendes e anões, aos homens e mulheres. Deste episódio se salvarão Lif e Lifthasir, que se alimentarão do orvalho da manhã. E a partir deles a humanidade renascerá.





