A nossa família desmoronou
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quinta-feira, 05 de setembro de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina Para quem perde um ente querido, vítima de um acidente, os números são frios e não diminuem a dor e a saudade. O mestre de obras Valter Granado Munhoz, de 59 anos, conta que a família ficou em "frangalhos" após a morte do irmão mais velho, Argemiro Granado Munhoz, de 74. El foi atropelado em julho por uma motocicleta na Avenida Inglaterra, zona sul de Londrina. A vítima morreu após 29 dias internado na UTI da Santa Casa.
"Para nós a família sempre foi o mais importante. Ele sempre ajudava a todos nos momentos mais difíceis. Era uma referência e com a morte dele desmoronou tudo", frisa Valter, o mais novo dos seis irmãos.
Segundo ele, o irmão era muito ativo e tinha ótima saúde. Argemiro morava no Jardim Adriana e todos os dias atravessa a avenida pela faixa de pedestres, onde foi atropelado. "Nos víamos todos os dias e conversávamos muito. Todo ano fazíamos duas viagens para pescar no Mato Grosso. Era ele que comandava tudo. Hoje corto volta do lugar onde ele morreu. As lembranças são muito doloridas", ressalta.
Argemiro era casado havia 52 anos, tinha três filhos, além de netos. "A esposa dele é muito forte e tem tentado superar a perda. Mas, a tristeza é muito grande", coloca o irmão. "Falta planejamento no trânsito também. Não adiante colocar o Pé na faixa se não diminuir a velocidade da avenida. Desta forma se torna uma armadilha", critica Munhoz.
A família de Maria Aparecida Borelli ainda tenta se recuperar do "baque" após a morte da comerciante, atropelada por uma motocicleta no dia 20 de outubro de 2012, na Avenida Duque de Caxias, no Centro de Londrina. Maria Aparecida, que tinha 65 anos, morreu a caminho do trabalho. O motociclista também foi a óbito. "As filhas ficaram muito abaladas até porque foi uma situação completamente inesperada, diferente de quando você tem alguém doente na família", explica o jornalista Marcelo Sardeto, genro de Maria Aparecida.
Sardeto descreve que a sogra tinha uma convivência quase que diária com a sua mulher e com o seu casal de filhos, por serem os únicos netos. "Como as outras filhas moravam fora de Londrina, ela estava sempre conosco."


