Á mobilização nos Estados
A MOBILIZAÇÃO NOS ESTADOS
Mato Grosso - O comandante geral da Polícia Militar de Mato Grosso, Coronel Dival Pinto Martins, estima que 1.500 (75%) dos 2.000 homens que compõem o efetivo de Cuiabá tenham deixado de ir para as ruas com a greve parcial e o aquartelamento que tiveram início ontem. A greve parcial, decidida em assembléia na quarta-feira, está mantendo os serviços essenciais nos presídios em turnos de seis horas. Essa carga horária também foi adotada pelos quatro batalhões de Cuiabá, onde os PMs estão aquartelados. Desde o início do ano, os PMs de Mato Grosso estão cumprindo jornada de 24 horas de trabalho para 24 horas de folga.
Pernambuco - Cerca de 8.000 pessoas, segundo os organizadores, participaram ontem à tarde, em Recife (PE), de uma passeata convocada por policiais civis e militares, em greve por melhores salários. As principais avenidas do centro da cidade foram bloqueadas pelos manifestantes, que responsabilizaram o comando da PM e o governador Miguel Arraes (PSB) pela crise. O bloqueio das ruas, feito com motos e carros particulares, durou cerca de uma hora e provocou tumulto no trânsito. O Exército, que desde a quarta-feira protege a sede do governo do Estado, ampliou sua área de atuação e isolou com rolos de arame farpado a rua e a praça localizadas em frente ao palácio.
Mato Grosso do Sul - No último dia do prazo de duas semanas dado pela Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, o governo do Estado apresentou ontem a contraproposta para tentar evitar uma greve na corporação, marcada para começar hoje. O governo ofereceu reajuste do auxílio-alimentação, pagando metade no mês de agosto e o restante em duas parcelas nos meses subsequentes. O reajuste elevaria o piso salarial de um soldado dos atuais R$ 270 para R$ 408 em agosto e R$ 500 em outubro. Cabos e soldados decidem hoje se acatam a proposta.
Santa Catarina - O governo de Santa Catarina concedeu aumento salarial de 55,85% aos policiais militares e oficiais de níveis médios da Polícia Civil do Estado. O reajuste era exigido pelos policiais tomando por base um aumento dado há dois anos apenas aos oficiais da PM - patentes superiores à de subtenente. A princípio, o índice reivindicado era de 68,32%, mas os policiais acabaram aceitando o valor proposto pelo governador Paulo Afonso Vieira (PMDB).





