A missão dos novos ministros
Brasília, 19 (AE) - Em discurso na posse de seus novos ministros, o presidente Fernando Henrique Cardoso justificou a escolha e disse o que espera de cada um: Aloysio Nunes Ferreira, secretário-geral da Presidência - Apontado pelo presidente como um dos políticos com mais amplo trânsito entre os partidos no Congresso, sua missão será fortalecer a articulação política do Palácio do Planalto, fragmentada desde as mortes do ex-ministro Sérgio Motta e do ex-deputado Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA). O deputado tucano vai trabalhar em conjunto com o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, para manter a base de sustentação ao governo afinada e sintonizada com os projetos de interesse do Executivo. Clóvis Carvalho, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio - Qualificado por Fernando Henrique como um "incessante" colaborador, ele deverá tornar viável a meta de exportações da ordem US$ 100 bilhões para 2002, objetivo estabelecido quando da criação do ministério, no início do segundo mandato. Pedro Parente, ministro-chefe da Casa Civil - Criativo e hábil para resolver as questões, na opinião do presidente, sua tarefa será promover uma gestão empreendedora na administração pública, dando maior agilidade à Casa Civil. Deverá trabalhar em sintonia com os outros ministérios. Eduardo Graeff, assessor especial da Presidência - Qualificado por Fernando Henrique como o amigo que melhor soube traduzir seus pensamentos, o assessor continuará administrando as demandas pessoais do presidente, como a redação de seus discursos. José Carlos Dias, ministro da Justiça - Apontado por Fernando Henrique Cardoso como um homem ligado aos Direitos Humanos, a ele foi pedida a continuidade ao trabalho iniciado pelo ex-ministro Renan Calheiros, mantendo a ênfase aos direitos do cidadão. Entre suas prioridades estarão uma maior participação no combate ao narcotráfico, atenção ao projeto de desarmamento e à reforma do Judiciário. Marcus Vinícius Pratini de Moraes, ministro da Agricultura - Lembrado pelo presidente como especialista em exportações, ele deverá, em conjunto com os ministérios do Desenvolvimento, da Fazenda e das Relações Exteriores, trabalhar para que seja alcançada a meta de produzir 100 milhões de toneladas de grãos até o final do segundo mandato, objetivo colocado por Fernando Henrique quando assumiu a Presidência pela primeira vez, em 1995. Martus Tavares, ministro do Orçamento e Gestão - Excelente técnico e hábil negociador, na opinião do presidente, sua tarefa será conciliar a demanda por investimento aos escassos meios disponíveis, mantendo curtas as rédeas do programa de ajuste fiscal, sem frear o desenvolvimento pretendido pelo presidente. Ronaldo Sardenberg, ministro da Ciência e Tecnologia - A ele foi pedida prioridade para os projetos da Internet 2, biologia molecular, pesquisa espacial e de telecomunicações; além do incremento do incentivo à pesquisa para o desenvolvimento tecnológico do País. Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional - A missão do senador, avisou o presidente, é uma das mais delicadas do novo ministério: integrar o País, para garantir que os investimentos venham a desconcentrar a renda e promover justiça entre as diversas regiões. Ovídio de Angelis, secretário de Desenvolvimento Urbano - Ao secretário, foi pedido que trabalhe em uma política de desenvolvimento urbano, trazendo idéias para melhorar o setor. Para isso, contará com a colaboração do ex-secretário de Habitação, Sérgio Cutolo.





