A lista: alegria de uns, tristeza de outros
Tarde foi de festa na Concha Acústica, mas quando caderno com a lista dos aprovados foi distribuído, quem ficou de fora chorou
Fotos Milton DóriaPRÊMIOFarinha e ovos não incomodaram a adolescente, que recebeu o banho como uma homenagem prestada pelo grupo de amigosMONTADOAté bicicleta serviu na conferência da listaHORA HFolha Vestibular, nas mãos de candidatos apreensivos (acima); ao lado, agitação promovida por locutores das rádios FM Folha e IgapóIntegrante da equipe da Folha que participou da festa começa a distribuir caderno especial (acima); ao lado, a mistura de gerações
Katia Baggio
De Londrina
Especial para Folha
O clima era de expectativa, afinal em poucos minutos a ansiedade de todo um ano - em alguns casos de vários anos - poderia se transformar em uma explosão de alegria, ou de decepção. A emoção seria determinada ao encontrar ou não o nome na lista de aprovados do vestibular de inverno da UEL.
Roberto Duarte foi um dos primeiros calouros a explodir de alegria depois de ver seu nome na lista dos aprovados. Entre gritos e com lágrimas no olhos ele pulava com o jornal na mão. Puxa, eu nem acredito. Foi o terceiro concurso que prestei.
Os primos, tias e a mãe de Carolina de Souza Lopes, que prestou concurso para direito noturno pela terceira vez, se reuniram com ela para torcer pela aprovação. Deu certo e Carolina teve direito a farinha, ovo e confete jogados pela própria família. A mãe, Sonia Lopes, não escondia a emoção de ver a filha caloura e participou da festa.
Ludmila Celeste Mangili ainda estuda o terceiro ano do segundo grau, mas já é caloura do curso de direito. Nem acredito que consegui. Agora é festa até o final do ano, comemorava.
O vovô José de Abreu também foi conferir de perto o desempenho do neto Rafael Moreira de Abreu, que prestou vestibular para o curso de comunicação social - jornalismo. Ele ainda está no terceiro ano do segundo grau e já passou em dois vestibulares. Em Maringá foi o terceiro colocado, orgulhava-se.
No primeiro vestibular que prestou, Mateus Tucci já conquistou uma vaga no curso de administração de empresas. Ainda estou terminando o segundo grau e por isso fiquei muito feliz. Agora vou continuar estudando para passar em outras universidades e optar quando chegar a hora.
Para Maria Luiza Matheus, de 19 anos e na quarta tentativa de ingressar na UEL, o melhor nem é passar e sim parar de fazer cursinho. Finalmente acabou o sufoco, desabafou.
Dona Dorvalina Santana Castro esperou, paciente, o caderno especial Folha Vestibular com a lista dos aprovados. Ela tem cinco filhos que prestaram o concurso, mas nenhum passou. O clima aqui em casa está meio pesado. Ninguém quer falar no assunto, mas eu vou continuar rezando para que todos eles passem no próximo.
Decepção terrível. Foi como Elisângela Gonçalves definiu a reprovação no seu primeiro vestibular para direito. Ela acha que o a UEL está atraindo muitos candidatos de fora e isso aumenta cada vez mais a concorrência. Vou estudar sozinha para o próximo, quero ver como vou me sair.





