A internet é a tribuna
Da Redação
Pesquisa feita pela Folha na Internet apresentou a seguinte pergunta às pessoas que visitaram o site do jornal: Você considera o Brasil um país independente?
Dos internautas que responderam e deram opiniões, 31% disseram que sim, o Brasil é um país independente. Mas a maioria, 69%, não considera o país independente.
Entre eles, o internauta que se identifica como Rodrigo. Ele é de Natal, no Rio Grande do Norte, e opinou ontem à tarde, às 17h25:
Uma nação que tem como governante um sujeito que vive sob os domínios de A.C.M. (senador Antonio Carlos Magalhães) e do F.M.I. (Fundo Monetário Internacional) jamais será uma Nação livre e independente.
Leia abaixo outras opiniões:
O Brasil está grávido e todos esperam um feliz aborto...
RICARDO AUGUSTO MEIRA (Águas de Bárba, São Paulo)
Vejo sempre nos jornais, na TV, e nas revistas as notícias de como o FMI quer as coisas em nosso país. O governo ultimamente preocupa-se apenas em satisfazer as vontades e condições impostas pelo FMI. Na minha opinião o Brasil só será independente quando o governo conseguir andar com suas próprias pernas e largar as muletas...
KLEBER ADRIANO VIANA (Ubiratã, Paraná)
Só é dependente se não souber utilizar-se dos recursos que dispõem. Portanto, é opção por ignorância.
Alvaro Neves (Curitiba, Paraná)
Acredito que a independência do Brasil ainda não será oficializada, mesmo sendo proclamada há muito tempo atrás. Ficamos independentes em aspectos triviais e mantivemos a dependência em aspectos econômicos, civís, etc. Mantemos a dependência e estamos submissos a uma estrutura arcaica imposta a muitos países de Terceiro Mundo.
VALTER LUIZ SAGIONETTI (Ivaiporã, Paraná)
Escravo dos interesses financeiros e econômicos de outros países, especialmente dos Estados Unidos, de forma alguma podemos admitir que o Brasil seja um país independente. Deveriamos aproveitar esta Semana da Independência para, em fóruns diversificados estudantís, empresariais, religiosos e políticos reavaliarmos nossa verdadeira situação e, numa ação conjunta, tentarmos achar o melhor caminho para que o nosso país, a partir do próximo milênio, possa determinar, por si só, seu verdadeiro destino, livre das interferências externas. Para que isto ocorra, em primeiro lugar, teremos que depurar nossas elites políticas, uma tarefa árdua que somente será levada a bom termo com a ajuda de uma imprensa descompromissada com grupos alienígenas e verdadeiramente nacionalista.
GREGÓRIO BANAR (Rio de Janeiro, RJ)
Está óbvio demais a falta de uma política nacionalista. Assistimos todos os dias nossos governantes colocar à venda ou entregar nosso patrimônio que, inclusive, nem pago está. Até concordo que não tem lógica ter uma situação insustentável financeiramente e ser dono de um patrimônio invejável como já foi o Brasil. Porém, entregar aos estrangeiros empresas rentáveis e, principalmente, empresas que certamente irão provocar uma grande evasão de renda já soa algo estranho, ainda mais da forma como são realizadas. Todo o lucro destas será enviado à algum lugar do mundo para compra de outras estatais de países tão ou mais falidos que o nosso. Qual foi eu não percebi nenhuma atitude deste governo que demonstrou real preocupação com o povo? Com a nação? Com o Estado? O que acontecerá quando não houverem mais estatais para privatizar e as dívidas continuarem? O que será vendido então? Isso, é óbvio que se chama dependência.
MÁRIO ELIZEU HERRMANN (Marechal Cândido Rondon, Paraná)
O Brasil não é um país independente, está de joelhos perante o FMI. Tendo como chefe supremo Tio Sam, no passado o Brasil era escravo de Portugal, hoje é escravo dos Estados Unidos. Falam tanto em soberania, tudo na fachada, sofisma, verdadeiros camaleões. Enquanto ttivermos no poder políticos covardes seremos sempre submisso aos poderosos americanos.
ANTONIO CARLOS DE MELO (Porecatu, Paraná)





