A iniciativa
Sempre pertence a nós

As pessoas que conseguem ser bem-sucedidas em seus relacionamentos são as que se levantam e buscam as circunstâncias que desejam e, se não conseguem encontrá-las, criam esses circunstâncias.
Transforme essa receita numa rotina de vida: apanhe o seu telefone e, periódica e disciplinadamente, tecle um a um os números de seus amigos, conhecidos, perantes, clientes, fornecedores etc. Nenhuma carta, bilhete, flor, chocolate, fax, telegrama, foto, vídeo substitui o olho-no olho: além do telefonema, marque um encontro, um almoço, uma reunião, um happy hour. Vá ao encontro deles.
Procure antigas agendas e tente contatar, por exemplo, aquele colega de trabalho do seu antepenúltimo emprego. Tente lembrar-se das características dele que hoje parecem tão desfocadas nesse túnel do tempo que atravessamos. Conte o que você faz hoje, pergunte que rumo ele tomou na vida.
O que aparenta ser o fim, na realidade, pode ser apenas um novo começo. Evite comparar-se, aceite a história do outro assim como ela é. Não julgue, não critique, faça a sua parte e conte a seu respeito - os acertos, os erros, os acidentes de percurso, as coisas boas, o inesperado. Peça um feedback, seja casual, use o seu bom humor, seja criativo, surpreenda. Combine um novo contato, não tenha pressa, crie uma área de manobra para amobos, mas não abandone mais essa relação à própia sorte. Não espere acioná-la novamente por causa de um interesse específico. Não há nenhum outro interesse além de relacionar-se com as pessoas. Relacionar-se com os outros é, por si só , interessante. Faz parte de sua saúde e qualidade de vida a capacidade de interagir de forma equilibrada com os outros e saber conservar essas relações.
Não se isole, reinvente a si mesmo e a seus relacionamentos. Evite planejar ou desenvolver um database. Improvise, deixe a espontaneidade existir, assim por acaso, não lucrube, não elabore demais o que vai dizer, não fixe objetivos, deixe a bola rolar, acredite na sua capacidadede de improvisar, de ser repentista. Acredite no seu repertório, em sua cultura, em sua bagagem de vida. Desenvolva seu timing.
A qualidade de relacionamento passados não é garantia, nem parâmetro, para novas experiências.
Se você não está cometendo erros é porque não está assumindo riscos. Isso significa que você não está indo a lugar algum, nem tentando algo de novo em sua vida.
Desenvolva o prazer de estar em contato com outras pessoas aleatoriamente. Veja com quantos fatos novos você subitamente entrou em contato em off. Considere quantos novos pontos de vista, sobre temos controvertidos que, até então, você só havia analisado intimamente.
Pessoas que se colocam com coragem, outras com timidez, outras com humor - você tem à frente um painel humano onde o que nos diferencia nos torna semelhantes aos outros. O contraste é importante até para analisarmos com clareza nossa auto-imagem com visão dos outros a nosso respeito.
Não assumir riscos pode ser o maior risco de todos. Prepare-se para o novo. Pratique o seu bom humor. Seja sincero, coloque-se à disposição de seus amigos, abra canais, troque números de telefone, endereços, informações, conselhos, peça indicações etc.
Mudar e assumir riscos são essenciais para nossa sobrevivência. Aceite o fato de que muitas pessoas terão dificuldades de ajustar uma sintonia fina com você a partir de sua primeira tentativa de se aproximar. Paciência, seja diplomático, dê a volta por cima, tente outra vez. Se, mesmo assim, os resultados não forem satisfatórios, não desista. Cada um de nós tem um período indispensável para aquecimento. Mas o esforço é fundamental.
Networking é assim tão simples? É, pois nunca foi outra coisa.(Texto de Boris Poluhoff, revista SER HUMANO. Enviado pela MEKA, ex-colaboradora da Folha de Londrina).

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