A agência da Caixa que sofreu a tentativa de assalto reabriu ontem, mas por apenas duas horas - das 14 às 16 horas. Pela manhã, os vidros quebrados foram trocados, assim como móveis e equipamentos danificados. Em nota, a assessoria da instituição afirmou que ''a Caixa sempre objetiva a segurança de colaboradores, empregados, clientes e usuários''.
O atleta Fernando Aparecido Camargo estava em São Paulo anteontem e viu a notícia da tentativa de assalto pela televisão. ''Não fiquei com medo de vir ao banco não. Foi tranquilo. Hoje em dia assalto é normal'', afirmou.
A auxiliar administrativa Zenaid Alves comentou: ''Medo a gente tem toda vez que vai ao banco. É preciso olhar sempre para os lados. Fiz tudo o que precisava sem problemas.''.
A secretária Fabia Faneco também foi atendida sem problemas na unidade da Caixa Econômica, ontem à tarde. ''Nem estava sabendo do assalto'', confessou.
O Sindicato dos Bancários criticou o sistema de segurança da agência. Para o diretor sindical, Antônio Irineu Barrinuevo, os bancos brasileiros são resistentes em colocar portas giratórias também na área dos caixas eletrônicos. ''Isso deixa o setor do auto-atendimento muito fragilizado e é uma briga constante nossa para que os bancos se adequem'', argumentou. O sindicato é contra a colocação de vigilantes armados nessas áreas por entender que isso pode trazer mais risco aos funcionários e clientes.
Sobre o episódio envolvendo a funcionária, Barrinuevo disse que o sindicato irá exigir que a vítima e os demais funcionários que passaram pelo trauma sejam afastados temporariamento do trabalho para um acompanhamento psicológico. (Luciano Augusto e Mariana Guerin)

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