'A gente sai e não fica perdida'
Curitiba - O empresário Eliezer Zanellato, dono da empresa Nova Centric, mantém duas unidades de produção em presídios na Região Metropolitana de Curitiba e emprega atualmente quatro apenadas em regime semi-aberto na sua fábrica, localizada em Pinhais. ''Não importa o passado da pessoa, e sim o presente'', justifica. A Nova Centric produz uniformes de trabalho e equipamentos de proteção individual.
A costureira Gladis Maria, de 32 anos, trabalhou durante três anos na unidade da empresa em um presídio. Há poucas semanas, passou para o regime semi-aberto e foi trabalhar na fábrica da Nova Centric em Pinhais.
''Não sabia fazer nada. No presídio, uma professora me ensinou a costurar e tive essa oportunidade. É muito bom. A gente sai (do sistema penitenciário) e não fica perdida. Com certeza vou seguir a carreira de costureira'', relata. (F.G.)





