Não é simplesmente uma ginástica, mas uma evolução dela. Chamada de Método Menegatti de Ginástica Funcional, essa proposta de atividade física visa recuperar, aprimorar e manter a funcionalidade do corpo humano. A idéia, segundo o professor de Educação Física Marcos Antônio Valério, que já aplica esse tipo de aula em Londrina, é aprender a usar o corpo de maneira eficiente, de forma a eliminar dores e a prepará-lo para um envelhecimento saudável.
A técnica ''nasceu'', segundo o professor de Educação Física José Augusto Menegatti, pensada primeiro para atletas, a partir da constatação de que era preciso usar o corpo ''de forma mais inteligente'' para evitar lesões. Como foi preparador físico da equipe de voleibol masculina do Esporte Clube Banespa e da Seleção Brasileira, Menegatti via os atletas se machucarem muito pela intensa carga de treinamento. ''O primeiro intuito foi trazer uma certa ordem na corporalidade''.
Por essa ''certa ordem'' ele define a necessidade de equilíbrio no que chama de ''tridimensionalidade'' do corpo humano. ''Podemos dividir o corpo humano em eixos, longitudinal (da cabeça aos pés), da esquerda para a direita, e de frente para trás. Esses eixos estão presentes desde a fase embrionária, porém a organização disso não é garantida geneticamente, mas é produto de hábitos de vida'', explica. Quem fica muito tempo no computador, por exemplo, tem um padrão corporal em que a cabeça fica à frente do corpo, o que mostra que o alinhamento corporal foi comprometido.
A proposta para recuperar e manter a funcionalidade é praticar movimentos que utilizem os três eixos do corpo em combinação, com aulas que treinam habilidades motoras das mais simples às mais complexas em diferentes contextos.
Menegatti defende ainda que as pessoas saibam o que estão fazendo, e ''compreendam melhor sua individualidade anatômica e fisiológica, suas possibilidades e seus limites''. Por isso, o método também é educativo. ''A partir do aprendizado, a pessoa vai poder usar a boa organização da coluna, por exemplo, não só na frente do computador, mas vendo TV, no teatro, no cinema. O primeiro passo é compreender nossa estrutura corporal'', acredita.
Segundo Valério, as séries englobam movimentos para descompressão articular, controle motor, força, agilidade, destreza e velocidade. ''As sequências são feitas até que se consiga avançar para uma mais complexa, até que o corpo 'aprenda' e 'domine' o movimento. Por isso, é importante que, mesmo em grupo, cada um faça aquilo que consegue, sempre respeitando os limites do próprio corpo'', avalia.
Para idosos, aponta Valério, a atividade pode ser utilizada para devolver a mobilidade. ''Tenho um paciente de 88 anos que havia fraturado a bacia e por isso usava bengala. Com o trabalho, ele conseguiu reaver a mobilidade'', explica.
As aulas podem ser feitas desde por quem busca se manter eficiente na realização de atividades da vida diária, até aqueles em reabilitação funcional pós-traumática, envolvidos em atividades que exijam bom desempenho motor, ou interessados em melhorar desempenho e diminuir riscos de lesão.
Serviço: (43) 3339-4303

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