A longa espera de seis meses para retornar para casa terminou em lágrimas de alegria para os soldados do 30º Batalhão de Infantaria Motorizado de Apucarana, que estiveram em missão de paz no Haiti. Eles chegaram ontem à tarde na rodoviária da cidade e foram recepcionados com faixas, cartazes e abraços emocionados.
O que se via na expressão dos 27 militares era a sensação de dever cumprido e a felicidade em estar novamente em casa. ''Graças a Deus estamos de volta e com muita saúde'', disse o sargento Fábio Ferri, que estava no comando da equipe no país.
Recepcionado pela mulher e pelos dois filhos, Ferri contou que a atual situação do Haiti ainda é extremamente precária. ''O país precisa de muita ajuda, tanto na área de alimentação quanto moradia. Lá, os brasileiros estão trabalhando muito para ajudar o país se reeguer. É por isso que digo que esta é uma experiência profissional muito boa, mas, principalmente, uma lição para a vida'', definiu.
Após seis meses de trabalho, agora os soldados terão 15 dias de descanso até se apresentar novamente ao Batalhão, mas não voltarão ao Haiti. Segundo o tenente coronel Wellington Lousada, do 30º BIM, os soldados serão poupados pelo fator psicológico e também para dar oportunidade a outros militares. ''O rodízio é importante. Esses soldados já fizeram o trabalho de patrulhar a cidade, oferecer segurança e dar apoio irrestrito aos haitianos. A missão deles está cumprida.''
Ao retornar para casa, os militares passaram cinco dias em Curitiba para a realização de testes psicológicos, físicos e médicos. ''Nossa preocupação era também com a saúde dos soldados. Como há um surto de cólera no Haiti, tínhamos que nos certificar de que eles não haviam contraído a doença'', contou.

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