"Estas campanhas são importantes porque sempre trazem mais esperança", afirmou Marlene Florêncio, de 66 anos, que não perde a esperança de que sua neta, Vivian Florêncio, desaparecida há dez anos, ainda possa ser encontrada. Ela acompanhou o ato público promovido ontem pelo Conselho Federal de Medicina em Curitiba. A menina foi vista pela última vez em 4 de março de 2005, em companhia da mãe, Maria Emília Cacciatore Florêncio, na época com 35 anos.
Mãe e filha saíram de casa, na Vila Santa Efigênia, no bairro Barreirinha, em Curitiba, para um encontro com um policial militar e suposto pai de Vivian, para tratar do pagamento de pensão alimentícia. Cinco dias depois, o corpo de Maria Emília foi encontrado numa cova rasa em um matagal no município de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Da criança, porém, não há qualquer sinal desde então.
O caso de Vivian, assim como os de João Rafael Kovalski, da cidade de Adrianópolis; e Stefani Vitória Rochinski, de Palmeira; ainda não foram solucionados. "Continuamos com nosso trabalho de investigação e conseguimos solucionar a grande maioria dos casos. Mas também temos que conscientizar os cidadãos e profissionais de todas as áreas de que todo mundo tem que se ajudar. Nós do Sicride não temos olhos em todos os lugares e por isso a população tem que confiar na polícia e repassar qualquer informação importante. Não fique omisso, vá denunciar. A gente precisa disso", reforçou a delegada do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil, Nilceia Ferraro. (R.C.J.)

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