Nós estamos vivendo a era dos ‘‘ismos’’. Por algum estranho desígnio, toda e qualquer iniciativa tem que ser adaptada, para ser do entendimento comum, à algum ‘‘ismo’’ consagrado pela mídia, ou pelos intelectuais eletrônicos, ou até pelo discurso político. O pensamento individual tem sido afogado pela cultura de massa, que não costuma perdoar as ovelhas desgarradas do grande supermercado de idéias, das linhas industriais, que caracterizam a nossa cultura contemporâna.
Ou você se torna um perfomático vanguardista, que chama a atenção pelo inusitado, que impacta como um ‘‘flash’’, com a mesma intensidade e duração, ou está condenado a ser ouvido, após a quarta dose de uísque, por um tolerante grupo de amigos. Esta introdução, que de introdução acabou virando um artigo, serve para deixar claro que ‘‘liberalismo’’, ou ‘‘neoliberalismo’’, não é ‘‘modismo’’, nem deveria servir de conveniente rótulo, ou endosso à plataforma de qualquer político, ou iniciativa política.
‘‘Liberalismo’’ vem de liberal, livre, de quem ainda acredita que a liberdade ainda é um direito sagrado, se bem que maltratado, de qualquer indíviduo, e neste caso, por extensão, de qualquer empresa ou entidade. Dar conotação pejorativa, classificando preguiçosamente posicionamentos em favor da auto-determinação, dentro destes ‘‘ismos’’ disponíveis no ‘‘mercado’’, é no mínimo uma demonstração de parco conhecimento da rica língua portuguesa.
Portanto, quando a iniciativa privada, e a atitude da Associação Brasileira de Hotéis (ABIH) em refutar e não aceitar o controle e a fiscalização da Embratur é um exemplo disto, significa antes de tudo uma teimosa e por vezes suicida crença na autodeterminação. Sem nenhum ‘‘ismo’’, a não ser o orgulho de ser dono do seu nariz!
ANOTE AÍ

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