Curitiba - Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), mais de 90% dos professores e funcionários das escolas da rede estadual de ensino participaram ontem da mobilização que reduziu a carga horária das aulas. Em Londrina, segundo o presidente do núcleo da entidade, Antonio Marcos Rodrigues Gonçalves, entre 80% e 85% dos 10 mil profissionais que atuam nas instituições da cidade aderiram ao protesto.
''A participação foi grande, mas nem todos conseguiram se deslocar para o Calçadão, em frente ao (Cine Teatro) Ouro Verde. Entretanto conseguimos reunir quase mil pessoas no local. O importante é que a mobilização dos professores e funcionários foi positiva e conseguimos alertar a população sobre a nossa situação'', disse.
Na Capital, cerca de 500 professores se reuniram na manhã de ontem na Boca Maldita, no Centro. De acordo com Marlei Fernandes de Carvalho, presidente da APP-Sindicato, os atos também ocorreram em outras grandes cidades, como Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Guarapuava. Nas cidades menores houve apenas distribuição de folhetos.
Entre as reivindicações da categoria estão o aumento de 20% para 33% da jornada de trabalho para a hora-atividade, período em que o docente fica fora de sala para pesquisar e preparar as aulas. Eles também cobram reajuste salarial, que deve acontecer em janeiro de cada ano.
''Essa mobilização é um alerta que fazemos para que as negociações com o governo avancem e a sociedade fique sabendo das nossas reivindicações'', destacou Marlei.
A presidente da APP-Sindicato adiantou que está confirmada para o dia 15 de março uma manifestação nacional dos professores que faz parte do calendário de mobilização da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE). Nessa data a paralisação das atividades deve ocorrer por 24 horas. ''Esperamos uma resposta do governo estadual para nossos pedidos. Caso obtivermos uma proposta convincente, a mobilização pode ser suspensa. Vai depender do que eles nos apresentarem'', completou.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) já tinha se posicionado sobre a questão, afirmando em nota que ''o governo do Paraná e o sindicato estão negociando as reivindicações dos professores e que as reuniões são constantes''.

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