Curitiba - Cerca de 90% dos médicos do Paraná aderiram ao dia de protesto contra os planos de saúde, realizado ontem em todo o Brasil. O balanço foi divulgado no final da tarde pela Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), composta pela Associação Médica do Paraná (AMP), Conselho Regional de Medicina (CRM-PR) e Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar). ''O Dia Nacional de Suspensão do Atendimento aos Planos de Sa© úde teve adesão maciça dos médicos paranaenses'', afirmou o presidente eleito da AMP, João Carlos Baracho.
No Paraná há 19 mil médicos com cadastro ativo no Conselho Regional de Medicina, dos quais, entre 10 mil e 11 mil atendem a um ou mais planos de saúde. Segundo o CEHM-PR, nos últimos seis meses, uma estimativa informal do conselho constatou cerca de 2 mil descredenciamentos dos médicos paranaenses dos planos de saúde.
Os coordenadores do movimento nacional dos médicos ressaltam que a suspensão ocorre dentro de uma esfera de legalidade. Não serão desrespeitados limites, como a duração do protesto, que acontece dentro de um prazo determinado (24 horas). No Paraná, a categoria exige dos planos a revisão dos valores pagos por consultas médicas para R$ 80.
A Associação Médica Brasileira (AMB), por sua vez, estima que 70% dos médicos que atendem por convênio com planos de saúde aderiram à paralisação que atingiu 23 Estados e o Distrito Federal.
Segundo o presidente eleito da associação, Florentino Cardoso, ''a adesão é bem alta''. Dados concretos, porém, dependem das comissões estaduais responsáveis pelos honorários médicos, diz ele.
Cerca de 160 mil médicos atuam no setor da saúde suplementar, que engloba 46,6 milhões de pessoas no País. Os médicos protestam contra parte dos planos de saúde que não negociaram reajustes da forma desejada pelas entidades médicas nos últimos meses. Cada Estado tem uma lista de planos alvo do protesto.(Com Folhapress)

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