Cu­ri­ti­ba- So­frer um aci­den­te não é uma fa­ta­li­da­de. Prin­ci­pal­men­te se o en­vol­vi­do é uma crian­ça ou ado­les­cen­te. É es­tá a opi­nião da or­ga­ni­za­ção Crian­ça Se­gu­ra, que di­vul­ga in­for­ma­ções so­bre pre­ven­ção de aci­den­tes. ‘‘90% dos ca­sos que re­sul­tam em fe­ri­men­tos ou mor­te de crian­ças po­de­riam ser ­evitados’’, aler­ta In­grid Stam­mer, coor­de­na­do­ra de pro­je­tos da ins­ti­tui­ção.
  Um le­van­ta­men­to rea­li­za­do pe­la en­ti­da­de jun­to ao Mi­nis­té­rio da Saú­de apon­ta que, de 2000 a 2007, o nú­me­ro de mor­tes de crian­ças até 14 ­anos ­caiu 17%. Mes­mo as­sim, em 2007 6,9 mil crian­ças mor­re­ram em vir­tu­de de aci­den­tes de trân­si­to, afo­ga­men­tos, su­fo­ca­ções, quei­ma­du­ras, que­das, in­to­xi­ca­ções e ou­tros. Tra­ta-se, diz In­grid, da prin­ci­pal cau­sa de mor­tes de crian­ças no Bra­sil.
  ‘‘Ain­da há no Bra­sil uma cul­tu­ra de que o aci­den­te é uma fa­ta­li­da­de, que só po­dem ser evi­ta­dos por in­ter­ven­ção di­vi­na. Mas não é bem as­sim. É de­ver dos ­pais e dos res­pon­sá­veis ga­ran­tir a se­gu­ran­ça das ­crianças’’, de­fen­de. Se­gun­do In­grid, a atua­ção dos ­pais de­ve se dar em ­duas fren­tes: a su­per­vi­são da crian­ça e a adap­ta­ção do am­bien­te do­més­ti­co às ne­ces­si­da­des in­fan­tis.
  Por um la­do, é pre­ci­so ir ­atrás de in­for­ma­ções so­bre co­mo tor­nar a ca­sa um lo­cal ­mais se­gu­ro. ‘‘Es­ta­mos ­atrás de par­ce­rias que fa­ci­li­tem a di­vul­ga­ção de in­for­ma­ções so­bre ­segurança’’, adian­ta. O pró­prio si­te da en­ti­da­de (www.crian­ca­se­gu­ra.org.br) con­tém di­cas e in­for­ma­ções dis­po­ní­veis pa­ra con­sul­ta.
  Mas mes­mo pre­pa­ra­dos, os ­pais não po­dem des­cui­dar dos fi­lhos. ‘‘A crian­ça não tem dis­cer­ni­men­to pa­ra ava­liar ris­cos. Mui­tas ve­zes o adul­to ava­lia er­ra­do a ca­pa­ci­da­de da ­criança’’, com­ple­ta.
  De acor­do com o le­van­ta­men­to, das 5.325 mor­tes de crian­ças por aci­den­tes em 2007, a maio­ria (2.134) foi cau­sa­da por aci­den­tes de trân­si­to. Os afo­ga­men­tos vi­ti­ma­ram 1.382 pes­soas, as su­fo­ca­ções 701, quei­ma­du­ras 337, que­das 254, in­to­xi­ca­ções 105 e 52 fo­ram ví­ti­mas de aci­den­tes com ar­mas de fo­go.
  En­tre as cau­sas ­mais co­muns de mor­tes de crian­ças e ado­les­cen­tes no Pa­ra­ná, In­grid des­ta­ca os afo­ga­men­tos. ‘‘Em lo­cais em que há aces­so a ca­vas, os ín­di­ces de afo­ga­men­to são mui­tas ve­zes su­pe­rio­res aos do li­to­ral no pe­río­do de ­veraneio’’, aler­ta.
  As in­for­ma­ções di­vul­ga­das pe­la Crian­ça Se­gu­ra são par­te da mo­bi­li­za­ção da en­ti­da­de em co­me­mo­ra­ção ao Dia da Pre­ven­ção de Aci­den­tes com Crian­ças, que acon­te­ce no pró­xi­mo 30 de agos­to.

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