Cerca de 87% dos 293 municípios de Santa Catarina registram casos de exploração da prostituição infantil, mas 77,7% deles não têm nenhum tipo de programa para retirada de crianças e adolescentes de situações de risco. Quatro em cada dez municípios não articularam nenhum programa de combate ou prevenção ao abuso sexual, crime que mais atinge a criança e o adolescente catarinense.
Metade dos crimes contra menores de 18 anos são de natureza sexual, e cometidos em sua maioria por pais e padrastos das vítimas. Esses dados foram apresentados ontem no encerramento do 1º Seminário Estadual do Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e da Exploração Sexual Infanto-Juvenil, que reuniu, em Florianópolis, mais de 600 pessoas.
Criado em maio deste ano, o fórum já tem representantes em 230 municípios e mais de 1.500 participantes, incluindo juízes, promotores, órgãos do Estado, empresas privadas e ONGs. ‘‘Nosso principal objetivo é a prevenção e a denúncia desses crimes.
Queremos agora chegar a todos os municípios, disse o coordenador estadual, promotor Gersino Neto. Nos municípios onde há programas de combate, a vítima recebe apoio psicológico e é enviada para abrigos ou famílias substitutas. O fórum apresentou projeto de lei que determina o fechamento de bares, restaurantes, motéis que mantenham crianças em situação de risco. O Ministério Público vai enviar o projeto a todos os prefeitos. Segundo o coordenador, 168 municípios se comprometeram a implementar condutas de prevenção.

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